domingo, 31 de janeiro de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA


Abertura oficial das Comemorações do Centenário da República - Porto, 3o e 31 de Janeiro de 2010

Comemoram-se este ano os cem anos da República (1910-2010). As comemorações do Centenário da República têm início já no próximo dia 31 de Janeiro, na cidade do Porto. A Revolução Republicana teve na sua génese um turbilhão de pequenos e grandes acontecimentos que foram minando a decadente Monarquia. A primeira revolta republicana ocorreu no Porto, no dia 31 de Janeiro de 1891.

Não foi difícil mobilizar o povo, numa altura em que o rei D. Carlos se encontrava muito fragilizado após o desfecho da crise do Mapa-cor-de-Rosa. Saliente-se que no hino republicano onde hoje se canta "contra os canhões marchar, marchar"; se cantava, então, "contra os bretões marchar, marchar".

A "1º República" terminou de forma trágica: uma forte carga de artilharia da Guarda Municipal, fiel à monarquia, vergou os revoltosos e levou à prisão os cabecilhas da revolta. Contudo, é esta revolta que lança as sementes que germinariam uma década depois e conduziriam à implantação da república.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010



Entrega de prémios do "Concurso de Postais de Natal em Línguas Estrangeiras"


Realizou-se, no dia 14 de Janeiro, na Biblioteca com a presença de membros da Direcção, da Coordenadora do Departamento de Línguas, Coordenadoras das Áreas Disciplinares de Francês e de Inglês/ Alemão, representante da Associação de Pais e alguns Encarregados de Educação, a entrega dos prémios aos alunos vencedores.












Concurso de postais de Natal em línguas estrangeiras ( Alemão, Francês e Inglês)

Como é tradição na nossa escola mais uma vez se realizou o Concurso de postais de Natal. Participaram alunos do ensino básico e, no caso da língua alemã, os alunos da turma 11ºJ.
Os postais, em número bastante significativo, estiveram expostos na Biblioteca. Foi surpreendente a variedade de materiais e técnicas utilizados bem como a criatividade dos participantes.
Esperamos que esta actividade continue a ter, futuramente, a mesma receptividade junto dos alunos, para a qual contribui também o envolvimento e motivação dos professores das áreas disciplinares de Línguas Estrangeiras e Artes.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010






Concurso Nacional de Leitura 2010 - Vencedores (1ª Fase)


"UM ESPÍRITO BEM FORMADO É UM INSATISFEITO DEVORADOR DE LIVROS" Aquilino Ribeiro

Já foram apurados os alunos que representarão a nossa escola na Final Distrital a realizar em finais de Fevereiro ou no mês de Março.
Aqui ficam os nossos parabéns a todos os participantes pelo interesse que mostraram por esta iniciativa.

Participantes:
3º Ciclo

Filomena Raposo 7ºA
Joana Martins 7ºA
Ana Catarina Gomes 8ºC, nº 1
António Ramalho 8ºC, nº 4
Bruno Silva 8ºC, nº 6
David Ramos 8ºC, nº 7
Gonçalo Gomes 8ºC, nº 8
Inês Nunes 8ºC, nº 10
João Polido 8ºC, nº 12
Luís Ferreira 8ºC, nº 15
Luísa Gaspar 8ºC, nº 16
Rita Fernandes 8ºC, nº 24
Ana Margarida 8ºD, nº 3
Ana Rita 8ºD, nº4
André Valente 8ºD, nº 5

Beatriz Pereira 8ºD, nº 6
Dúnia Dias 8ºD, nº 8
Joana Freitas 8ºD, nº 11
João Garcias 8ºD, nº 12
João Cajado 8ºD, nº 13
João Antunes 8ºD, nº 14
Maria Beatriz Pereira 8ºD, nº 14
Maria Catarina 8ºD, nº 18
Mariana Bandeira 8ºD, nº 20
Inês Vieira 8ºE
Margarida Almeida 8ºF
André Morais 8ºF

Secundário

Catarina Midões 10ºI, nº 10
Ana Gomes 10ºJ, nº 2
João Lopes 10ºJ, nº 16
Vanessa Silva 10ºJ, nº 27
Frederico Menezes 10ºJ, nº 29

Seguem-se os honrosos vencedores:

3º Ciclo

1º-Inês Gerra Nunes - 8º C
2º-Ana Rita Simões - 8ºD
3º-Filomena Raposo - 7º A
Secundário
1º-Ana Filipa Gomes - 10º J
2º-Frederico Menezes - 10ºJ
3º-Catarina Midões - 10ºI
E como ler é poder viajar livremente, cantar alegremente a melodia escolhida, sonhar e voar por onde chegarem as asas da imaginação, parabéns a todos os participantes! Voem e acederão a horizontes inimagináveis ("Vê mais longe quem voa mais alto", afirma F. Capelo Gaivota).
Parabéns a todos! Boas leituras para a Final Distrital!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009


"Tudo é pequeno e transitório neste mundo, excepto a humanidade, a cadeia ininterrupta, por onde ass sucessivas gerações vão transmitindo, acrescentando, o tesouro da comum civilização".
Depositemos confiança nos feitos da humanidade e acreditemos que o homem é capaz de enfrentar as adversidades e construir um 2010 mais fraterno. Para tal, cada um de nós, neste NATAL, fortaleça essa cadeia ininterrupta que nos conduza ao tesouro comum da civilização: a fraternidade...
Valete, fratres!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Visita de estudo à Escola Alemã de Lisboa









" No passado dia 24 de Novembro os alunos de Alemão da turma J do 11º ano, deslocaram-se numa visita de estudo à Escola Alemã de Lisboa no âmbito do " Dia Aberto da Escola Alemã e das actividades da disciplina. O grupo era constituído por sete alunos e pelas professoras Manuela Encontrão e Luisa Silva.

Chegámos à Escola Alemã por volta das 8h30 e a primeira impressão da escola foi muito boa.
Fomos recebidos pela Directora do Goethe Institut de Lisboa. Uma vez que fomos dos primeiros a chegar, aproveitámos para conhecer a escola um pouco melhor.

Depois fomos recebidos pelo subdirector, Herr José Valentim, organizador do evento, o qual nos apresentou o Director da escola, Dr. Roland Clauß.

O Director da Deutsche Schule iniciou a sessão com um discurso de boas vindas a todas as escolas presentes. Cada escola fez a sua apresentação. A nossa escola foi apresentada pelas alunas Catarina de Campos e Andreia Draque.
Durante a sessão assistimos a apresentações teatrais, coros, sketches cómicos e apresentações de ginástica artística. Nos intervalos tivemos oportunidade de provar especialidades alemãs como a famosa Apfelstrüdel e os conhecidos Lebkuchen ( feitas pelos alunos do 7º ano) e confraternizar com elementos de outras escolas.

A visita terminou num amigável jogo de voleibol entre a nossa escola e a Deutsche Schule. Finalmente regressámos a Massamá.

Gostámos muito da visita, achámos que a escola tinha óptimas condições e esperamos lá voltar brevemente."
Turma 11ºJ - Alemão





quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Feira do livro





Está a decorrer de 23 de Novembro a 4 de Dezembro a feira do livro na Biblioteca da nossa escola.
Com o objectivo de promover a literacia e uma maior interacção com os livros, a Biblioteca da nossa escola organizou mais uma Feira do Livro. Professores, alunos e funcionários têm vindo a transformar o espaço da BE num verdadeiro ponto de encontro de leitores e amigos do livro, onde tem sido possível o livre manuseamento dos livros expostos bem como a aquisição dos títulos que mais lhes interessam.
E, dado que também "Somos o que lemos e quem nunca leu ou quem leu muito pouco, não conhece nem o mundo em que vive nem os mundos em que podemos sonhar”, aqui fica um apelo para, pelo menos, nestes últimos dias, visitarem a feira .
A todos aqueles que se inscreveram no concurso nacional de leitura desejamos que continuem a desvendar novos mundos...novos sonhos...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


Lançamento de uma edição fac-similada marca 75 anos da "Mensagem" de Fernando Pessoa

Há exactamente 75 anos, no dia 1 de Dezembro de 1934, a editora Parceria António Maria Pereira, de Lisboa, publicava o volume de poemas "Mensagem". O autor, Fernando Pessoa, tinha então 46 anos - morreria quase exactamente um ano depois, a 30 de Novembro de 1935.
Para comemorar o 75º aniversário da "Mensagem", a Guimarães lança hoje um fac-símile do dactiloscrito que Pessoa entregou nas oficinas tipográficas da Editorial Império, onde o livro foi impresso. Luís Vilaça, da Guimarães, chama-lhe "edição clonada" para acentuar que o objectivo da editora foi criar um objecto virtualmente indistinguível do original hoje conservado na Biblioteca Nacional. Desde a encadernação em tecido que Pessoa mandou fazer do dactiloscrito até à qualidade do papel, tudo foi minuciosamente reproduzido. Tal como no original, a palavra Mensagem aparece redigida a lápis, na folha de rosto, sob o título Portugal (que Pessoa só abandonou no último momento), escrito à máquina e riscado por cima.
Destituída de qualquer aparato crítico, para não prejudicar a sensação de se ter na mão o próprio caderno de Pessoa, esta edição "clonada" inclui apenas, em letra minúscula, a menção de que se trata de um fac-símile. E se não reproduz exactamente o objecto que Pessoa levou à gráfica, é apenas porque o próprio dactiloscrito inclui, actualmente, algumas indicações manuscritas por terceiros após a morte do poeta. Numa folha de guarda, pode, por exemplo, ler-se: "Comprado a Antonio Fumaça em 1.10.65. Pertencia ao espólio do Sr. Armando de Figueiredo, da Editorial Império."
A edição, com uma tiragem de 2500 exemplares, e que só estará à venda nas lojas da Guimarães e nas Fnac, será hoje lançada na Biblioteca Nacional, pelas 17h30, numa sessão que incluirá uma palestra de Eduardo Lourenço, uma leitura de poemas da "Mensagem" pelo actor Luís Lucas e um debate com Lourenço, Manuel Alegre e Vasco Graça Moura, que irão discutir, sob a moderação de Carlos Vaz Marques, o tema Pessoa e o Sonho do Supra-Camões.
A conversa promete ser interessante. Se Alegre nunca fez parte da esquerda que torce o nariz à "Mensagem", já Graça Moura distingue-se, à direita, como um dos raros intelectuais que assume não apreciar por aí além a obra de Pessoa. Numa breve antecipação do que irá defender na sessão de hoje, disse ao P2 que tenciona sugerir que "o que está por trás da Mensagem é a Lusitânia do Mário Beirão", publicada em 1917. E recorda que Beirão foi justamente um dos jurados que deu à Mensagem o prémio que o livro recebeu do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN).
Considerado hoje um dos génios literários do século XX, traduzido e estudado em todo o mundo, Pessoa era, em 1934, quando publicou a "Mensagem", um autor lido por um círculo restrito de entusiastas, ainda que o escândalo provocado pelos dois números de Orpheu, em 1915, lhe tivesse assegurado alguma notoriedade. Na verdade, já então publicara, em revistas, muitos dos seus principais poemas - quer ortónimos, quer assinados com os nomes de Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos -, mas poucos os terão lido na época. E alguns dos que os leram estranharam que o criador das grandes odes modernistas de Álvaro de Campos se desse a conhecer ao grande público com uma obra que se arriscava a ser lida como estando em sintonia com a retórica do recém-instituído Estado Novo. Um dos que criticaram esta opção de Pessoa foi Casais Monteiro, a quem o poeta dá parcialmente razão, reconhecendo que o livro revelava apenas umas das suas múltiplas facetas: "Sou, de facto, um nacionalista místico e um sebastianista racional. Mas sou, à parte isso, e até em contradição com isso, muitas outras coisas."
Já a sua suposta adesão ao Estado Novo é um equívoco que Pessoa, numa carta enviada ao mesmo Casais Monteiro em Outubro de 1935, se apressa a desfazer, insurgindo-se, designadamente, contra a "censura positiva" que Salazar acabara de anunciar, precisamente na cerimónia de entrega dos prémios do SPN.
E, num artigo destinado à imprensa, mas que ficaria inédito - no qual procura demonstrar que nada opõe o autor da Mensagem ao cidadão que vinha irritando o Estado Novo com as suas posições públicas em defesa da Maçonaria -, Pessoa mostra bem o que pensa do nacionalismo de vistas estreitas: "Uma coisa, e uma só, me preocupa: que com este artigo eu contribua (...) para estorvar os reaccionários portugueses em um dos seus maiores e mais justos prazeres - o de dizer asneiras. Confio, porém, na solidez pétrea das suas cabeças e nas virtudes imanentes naquela fé firme e totalitária que dividem, em partes iguais, entre Nossa Senhora de Fátima e o Senhor D. Duarte Nuno de Bragança."
Embora o regulamento dos prémios do SPN afirmasse que as obras a concurso deviam exaltar o espírito nacionalista, é possível que não tenha sido tanto esse aspecto da Mensagem - um pouco esotérico de mais para os gostos do salazarismo - a valer-lhe o prémio. Basta pensar que o presidente do SPN, e como tal presidente do júri, era o mesmo António Ferro cujo nome figurara, 20 anos antes, no cabeçalho de Orpheu.
O regulamento destinava dois prémios a obras poéticas, sendo o primeiro, no valor de cinco mil escudos, atribuído a um livro não inferior a 100 páginas. A edição da "Mensagem" que Pessoa apresentou a concurso tem precisamente - e não será coincidência - 100 páginas numeradas, mas incluindo as que apenas ostentam títulos, subtítulos e epígrafes. O estratagema não pegou e a obra foi eliminada do concurso pelo respectivo júri, que, no entanto, terá apreciado o livro, já que usou do subterfúgio de o considerar um só poema (juízo, aliás, aceitável) para o poder premiar na segunda categoria, dotada de mil escudos e relativa a poemas soltos. Por intervenção posterior de Ferro, Pessoa acabaria por receber os mesmos cinco contos que couberam ao vencedor da categoria principal, o jovem missionário Vasco Reis, de 23 anos, que se candidatara com o livro Romaria.
Sabendo-se qual foi a posteridade da "Mensagem" e do seu autor, não deixa de ser caricato pensar que rivalizou com um livro como "Romaria". Podia até ser uma estimável obra esquecida de um autor a quem o tempo não fez justiça. Mas não é. É um drama em verso absolutamente ridículo, protagonizado, entre outros, por um ceguinho, um bolchevique e uma entrevadinha.
Vale a pena transcrever um diálogo entre estes dois últimos, que até é dos trechos menos soporíferos do livro. Grita o bolchevista, dirigindo-se ao seu "macho esquelético e lazarento": "Arre macho! up! up! vais a dormir, diabo!/ Tens vocação p"ra frade e ócios de nababo!/ Porca de vida a minha!" A entrevadinha procura aquietá-lo: "Ó filho, tem paciência!/ A Dor é sempre um bem nas mãos da Providência!..." Mas o marido não é homem que agradeça um conselho: "Caladinha, mulher! ou temos salsifré!/ Se vês que o macho arreia, então vai tu a pé...//... Um raio duma velha escanifrada e má,! A qu"rer-me converter... E esta?! Vejam lá!" Já o ceguinho, vem-se a saber, era afinal Santo António de Lisboa, e não só cura as maleitas da entrevadinha, como alcança converter o bolchevique, que, na última página, já "resplandece de luz interior".

O mais espantoso é que o júri que escolheu este pastelão incluía quatro autores respeitáveis: a novelista e dramaturga Teresa Leitão de Barros, o poeta Acácio de Paiva, o já referido Mário Beirão e, pasme-se!, Alberto Osório de Castro, poeta de inegável talento, amigo íntimo de Camilo Pessanha, apreciador de Baudelaire e Verlaine, colaborador da Centauro e de outras revistas modernistas. Poderíamos imaginar que se limitou a subscrever a escolha dos outros jurados, para não criar conflitos. Nada disso. Fez questão de deixar escrito, na sua declaração de voto, que, ao ler Romaria, tivera "a sensação que produziria a aparição de um Cesário Verde ou de um António Nobre". Acontece que este novo Nobre escrevia assim: "Com o dinheiro da ceia/ Vais comprar uma candeia./ Tem paciência, Zé Miguel!/ Antes sofrer a larica,/ Que andar sempre na botica."
Quando esse júri, há três quartos de século, pegou na "Mensagem", sem saber o que o esperava, começou por ler esta quadra, que abre o primeiro poema do livro: "A Europa jaz, posta nos cotovelos:/ De Oriente a Ocidente jaz, fitando,/ E toldam-lhe românticos cabelos/ Olhos gregos, lembrando. (...)" Compare-se com a primeira quadra de Romaria: " - Sou ceguinho de nascença/ Deus o quis e foi por bem.../ Que não vejo assim no mundo/ Tanta dor que o mundo tem..." Já o júri do SPN nem essa desculpa tinha. Nenhum deles era ceguinho.

Fonte, DN

sábado, 21 de novembro de 2009

Filhos do coraçao

Uma Viagem ao ano 2044


MÁRIO ZAMBUJAL, Uma noite não são dias
Não gosta de computadores nem de telemóveis. A escrita segue-lhe o ritmo do pensamento e da emoção. Mas o último livro é uma caricatura e um alerta para um mundo onde as máquinas reinam.
Boa leitura!!!