sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Prémio Nobel da Literatura - 2010


O Prémio Nobel da Literatura 2010 foi atribuído ao escritor peruano Mario Vargas Llosa, "pela cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos das suas obras".
Mario Vargas Llosa, de 74 anos (28 de Março de 1936), é considerado um dos mais influentes escritores da sua geração.
Líder político, ativista pelos direitos do homem, pela igualdade social e pela liberdade, manteve-se sempre fiel a uma luta contínua por um mundo melhor. Resistente como poucos, nunca baixou os braços perante qualquer regime.

Foi como jornalista que verdadeiramente iniciou a sua carreira nas letras. Estudou em Espanha e viveu muitos anos na Europa, tendo trabalhado em Paris e Londres. À docência universitária e à actividade literária acrescentou sempre um forte empenhamento social e político. Chegou a ser candidato à Presidência do Peru, mas sobretudo é uma voz que se faz ouvir sobre o curso do mundo, através das suas crónicas e intervenções públicas.
Conversa na Catedral é porventura o seu romance mais aclamado.
Mario Vargas Llosa acaba de lançar em Portugal o seu novo romance, O Paraíso na Outra Esquina, em que fala de duas personagens do século XIX, Flora Tristán, uma internacionalista e feminista avant la lettre e o seu neto, o pintor Paul Gauguin.

Vargas Llosa, que está em Manhattan, onde se encontra a lecionar na Universidade de Princeton, é o 103.º Prémio Nobel da Literatura, atribuído pela primeira vez em 1901.

Livros de Vargas Llosa publicados em Portugal

1. "A Guerra do Fim do Mundo" (Bertrand, 1984)
2. "História de Mayta" (D. Quixote, 1987)
3. "A cidade e os cães" (Europa-América, 1977/ Dom Quixote, 2002)
4. "Quem matou Palomino Molero?" (Dom Quixote, 1988)
5. "Elogio da madrasta" (Dom Quixote, 1989)
6. "O falador" (Dom Quixote, 1989)
7. "A tia Júlia e o escrevedor" (Dom Quixote, 1988)
8. "Pantaleão e as visitadoras" (Europa-América, 1975/ Dom Quixote. 2001)
9. "Conversa na catedral" (Europa-América, 1972/ Dom Quixote, 1997)
10. "Como peixe na água: memórias" (Dom Quixote, 1994)
11. "Lituma nos Andes" (Dom Quixote, 1994)
12. "A guerra do fim do mundo" (Círculo de Leitores, 1995)
13. "Cadernos de Dom Rigoberto" (Dom Quixote, 1998)
14. "Cartas a um jovem romancista" (Dom Quixote, 2000/ Círculo de Leitores, 1999)
15. "A festa do chibo" (Dom Quixote, 2001/ Círculo de Leitores, 2001)
16. "A casa verde" (Dom Quixote, 2002)
17. "O paraíso na outra esquina" (Dom Quixote, 2003)
18. "A tia Júlia e o escrevedor" (Dom Quixote, 2003)
19. "Travessuras da menina má" (Dom Quixote/ Círculo de Leitores, 2006)
20. "Israel Palestina: paz ou Guerra Santa" (Quasi, 2007)
21. "Diário do Iraque" (Quasi, 2007)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


Comemorações do Centenário da República






Está a decorrer na Biblioteca uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos em várias disciplinas no ano lectivo de 2009-2010 sobre o tema " Centenário da República".
Visita a Exposição.

domingo, 11 de julho de 2010

Matilde Rosa Araújo



Matilde Rosa Lopes de Araújo (Lisboa, 20 de Junho de 1921 - Lisboa, 6 de Julho de 2010) foi uma escritora portuguesa, especializada em literatura infantil.

Matilde Rosa Araújo nasceu em Lisboa, em 1921, tendo tirado a sua licenciatura em Faculdade de Letras, da Universidade Clássica de Lisboa, em 1945. Foi professora do Ensino Técnico-Profissional, e formadora de professores na Escola do Magistério Primário de Lisboa.

Foi autora de mais de 40 livros (contos e de poesia para adultos) e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças. Dedicou-se à defesa dos direitos das crianças através da publicação de livros e de intervenções em organismos com actividade nesta área, como a UNICEF em Portugal. O seu primeiro livro infantil, O Livro da Tila, foi escrito há mais de 50 anos.

Em 1980, recebeu o Grande Prémio de Literatura para Crianças, da Fundação Calouste Gulbenkian, e o prémio para para o melhor livro infantil, pela mesma fundação, em 1996, pelo seu trabalho Fadas Verdes (livro de poesias de 1994).

Matilde Rosa Araújo recebeu o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em Maio de 2004, foi distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores.

Faleceu serenamente, em 6 de julho de 2010 na sua casa em Lisboa.

terça-feira, 22 de junho de 2010




José Saramago



José Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 — Tías, Lanzarote, 18 de Junho de 2010) foi um escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
José Saramago nasceu na vila de Azinhaga, no concelho da Golegã, de uma família de pais e avós agricultores. Seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não perfizera três anos de idade. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. Demonstrou desde cedo interesse pelos estudos e pela cultura, sendo que esta curiosidade perante o Mundo o acompanhou até à morte. Formou-se numa escola técnica. O seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico. Fascinado pelos livros, visitava, à noite, com grande frequência, a Biblioteca Municipal Central — Palácio Galveias.
Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 viveu exclusivamente do seu trabalho literário.
As marcas características do estilo Saramaguiano só apareceriam com Levantado do Chão (1980), livro no qual o autor retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo.
Dois anos depois de Levantado do Chão (1982), surge o romance Memorial do Convento, livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. Nele, Saramago misturou factos reais com personagens inventados: o rei D. João V e Bartolomeu de Gusmão, com a misteriosa Blimunda e o operário Baltazar, por exemplo. O contraste entre a opulenta aristocracia ociosa e o povo trabalhador e construtor da história servem de metáfora à medida da luta de classes marxista. A crítica brutal a uma Igreja ao serviço dos opressores inicia a exposição de uma tentativa de destruição do fenómeno religioso como devaneio humano construtor de guerras.
Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. O seu livro Ensaio Sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema e lançado em 2008, produzido no Japão, Brasil e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles.
Saramago, conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, foi membro do Partido Comunista Português e foi director-adjunto do Diário de Notícias. Juntamente com Luiz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Casado com a espanhola Pilar del Río, Saramago viveu na ilha espanhola de Lanzarote, nas Ilhas Canárias.

domingo, 20 de junho de 2010

Memorial do Convento, de Saramago

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Comemorações do Centenário da República
Entrega dos prémios do Concurso de Cartazes
" Comemoração do Centenário da República em Massamá"
Decorreu no dia 8 de Junho a sessão de entrega dos prémios e certificados de participação no Concurso de Cartazes "Comemoração do Centenário da República em Massamá", promovido pela Junta de Freguesia de Massamá e pelas escolas da freguesia.
Na sessão estiveram presentes o Presidente da Junta de Freguesia de Massamá, a vogal da JFM D. Lídia Ribeiro, o Presidente da Escola Secundária Stuart Carvalhais, a assessora da Direcção, professora Célia Loureiro, a Coordenadora da BE/CRE, a professora Isabel Vieira do Departamento de Artes e o professor Vitor Medinas da Escola EB2/3 Egas Moniz.

Foi atribuído o 1º prémio à aluna Ana Matos, do 12ºI
Foi atribuído um 2º prémio e 3 menções honrosas

Foram salientados o empenho, a criatividade dos alunos e a qualidade dos trabalhos dos participantes da turma I do 12º ano.

quarta-feira, 2 de junho de 2010


Concurso Traduzir 2010
Realizou-se no dia 26 de Abril a Prova de Tradução do Concurso Traduzir 2010, tendo participado vários alunos do ensino secundário.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dia Mundial da Criança

1 de Junho

Poemas

Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.

E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"


Criança
Cabecinha boa de menino triste,

de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,

Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...

Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.

Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.

Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.

Cecília Meireles, in 'Viagem'

Menino

No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.
(...)

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.
E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.
Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

Criança desconhecida

Criança desconhecida e suja brincando à minha porta,
Não te pergunto se me trazes um recado dos símbolos.
Acho-te graça por nunca te ter visto antes,
E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança,
Nem aqui vinhas.
Brinca na poeira, brinca!
Aprecio a tua presença só com os olhos.
Vale mais a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la,
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez,
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
O modo como esta criança está suja é diferente do modo como as outras estão sujas.
Brinca! pegando numa pedra que te cabe na mão,
Sabes que te cabe na mão.
Qual é a filosofia que chega a uma certeza maior?
Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.

Alberto Caeiro

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Encontro com o escritor Sérgio Luís de Carvalho



No âmbito das Comemorações do Centenário da República e das actividades de promoção da leitura teve lugar, na tarde do dia 19 de Maio, na Biblioteca, o encontro com o escritor Sérgio Luís de Carvalho. O escritor falou-nos sobre a participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial - mostrando imagens esclarecedoras e revelando aspectos muito interessantes - e sobre a República de Sidónio Pais, temas abordados na sua obra “ O Destino do Capitão Blanc”. Participaram alunos do 9ºH, e alunos do 10ºK, 11ºI e 11ºJ, no âmbito das disciplinas de História e Português, que se mostraram entusiasmados e que colocaram perguntas ao escritor. No final houve sessão de autógrafos.

José Luís Peixoto na Stuart Carvalhais






José Luís Peixoto na Stuart Carvalhais

Realizou-se no dia 19 de Maio na Biblioteca o encontro com o escritor José Luís Peixoto, no âmbito da iniciativa “ Os Escritores vão à Escola”, promovida pela Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra. O escritor falou-nos da sua obra e das temáticas abordadas, respondendo às várias questões colocadas pelos alunos das turmas 11ºC e 11ºJ. No final do encontro alguns alunos leram poemas e excertos de textos do autor, traduzidos nas línguas francesa, inglesa e alemã, trabalho que foi realizado anteriormente em sala de aula nas disciplinas de línguas estrangeiras.