terça-feira, 17 de março de 2009

6 de Março de 2009 – dia do patrono


ESCOLA SEC. STUART CARVALHAIS 2009

«...à cidade, como amante querido, sacrificou a glória da sua arte.»

FOI ASSIM... (Breve síntese de algumas actividades)

CONCURSO DE LEITURA

“A vida é feita de emoções
Com as suas imperfeições
Como as pétalas de uma flor.”

Rita Reis, 8º B
A final do Concurso de Leitura do 11º ano contou com a presença dos seguintes alunos:

Vanessa Pires do 11º A, Ana Silva do 11ºB, Susana Ferreira do 11º E, Ana Duarte do 11º F, Joana Cavaleiro do 11º G, Cátia Ferreira do 11º I, João Marques do 11º H e Gonçalo, 11º L.

E os vencedores foram:

11º ANO

1º Lugar - Ana Duarte 11º F
2º Lugar - João Marques 11º H
3º Lugar – Vanessa Pires 11º A

10º ANO

1º Lugar – Nuno Moreira 10º D
2º Lugar – Sónia Veiga 10º I
3º Lugar – Ana Pereira 10º B
CONCURSO DE ORTOGRAFIA

“Eu sou o quadro, preto de giz.
Sou usado pelos professores…. /…/
Os alunos dariam mais erros do que já dão, hoje em dia, o que seria muito mau. Fico extremamente contente, quando ajudo crianças com problemas…”

Gonçalo Gomes, 7º C
A final do concurso de ortografia iniciou-se às 9 horas e os vencedores foram:

7º ano

1º Lugar – Joana Tavares, 7º G
2º Lugar – Mariana Amorim, 7º E
3º Lugar – Ângela Pereira, 7º I

8º ANO

1º Lugar – João Cavaco, 8º F
2º Lugar – Rafael Domingues, 8º E
3º Lugar – Pedro Ascensão, 8ºA

9º ANO

1º Lugar – Sara Oliveira, 9º B
2º Lugar - Hélio Freixo, 9ºH
3º Lugar – André Messias, 9º D

Quer o Concurso de Ortografia, quer o Concurso de Leitura, integraram três eliminatórias e culminaram numa final pública, realizada na Biblioteca (seis de Março), durante a qual se escolheram os três melhores alunos de cada um dos escalões (7º, 8º, 9º, 10º e 11º anos).

RECITAL EM LÍNGUAS ESTRANGEIRAS









Jemand

Ich brauche jemanden,
der immer ein Ohr für mich hat.

Ich brauche jemanden,
der immer ein Hand für mich hat.
Ich brauche jemanden,
der immer für mich da ist,
wenn ich einsam bin.
Ich brauche jemanden,
der mich wirklich versteht.
Ich brauche jemanden,
der mich nie enttäuscht.
Ich brauche jemanden,
dem ich für immer
mein Herz schenken kann.
Ich brauche dich!
Poema dito por: Liliana, 11º H

LANÇAMENTO DA XVI ANTOLOGIA PEDAÇOS DE NOZ

Desta forma se vai dando visibilidade ao nosso trabalho, ao mesmo tempo que se incentivam os Pais e Encarregados de Educação a participar nas iniciativas que são propostas pela escola.



“Eis Pedaços de Noz, Nós em Pedaços

Todos os anos uma forma diferente de

Cultivar a mesma Flor!



O recital teve lugar no Bar dos alunos, pelas dezanove horas, e contou com a presença de dezenas de pais e familiares que viram os textos dos seus educandos publicados na antologia. Foram momentos de rara beleza, criatividade e mesmo emoção, com um grupo de alunos a interpretarem personagens ficcionadas por Eça ou, ainda, os mitos de Pessoa, bem como textos escritos pelos próprios alunos e que integram a antologia.

Recital de poesia (excertos)…


Para além dos poemas, os alunos presentearam, ainda, a plateia com o excerto d’Os Maias em que Eça aborda de forma primorosa a problemática da educação, com o Eusebiozinho pouco “molengão e tristonho “ que “não se descolava das saias da titi”…terminando a sua actuação completamente exausto, sendo levado ” ao colo, abafado em mantas, com um xale amarrado na cabeça”…


Seguiu-se uma interessante interpelação a Fernando Pessoa, a pretexto do poema Ulisses.

O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.


Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.



Por não ter vindo foi vindo
E nos criou /.../
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade...







E, a realidade aí está: a ÍNCLITA ULISSEIA, conforme designação de Camões em Os Lusíadas, evocando o herói da Odisseia de Homero que, segundo a lenda, tendo-se perdido no Mediterrâneo depois da vitória de Tróia, teria aportado no estuário do Tejo e fundado a cidade de Olisipo.

Os mais vetustos escritores declaram que OLISSIPO deve ter sido contada entre as mais antigas cidades da Hispânia. Varrão chama-lhe Olisipo, Ptolemeu, Oliosipo. Todavia, Estrabão, baseado em palavras de Asclepíades Mirliano, afirma que ela se chamava Ulisseia e fora fundada por Ulisses….

CONCURSO PALAVRAS COM MUITOS ROSTOS…

Participantes:

Ensino básico

Bruno Oliveira Silva, 7º C
Gonçalo Martins Gomes, 7º C
Joana Silva Pereira, 7º C
Luís Ferreira, 7º C
Rita Silva Fernandes, 7º C
Ana Rita Simões, 7º D
João Maria Ferreira Garcias, 7º D
Ana Francisca Martins, 10º E
Carina Sofia Simões, 12º G
Vencedores:

Ana Filipa Peixoto Gomes, 9º E
(Filipa de Lencastre - recriação do conto “Madalena”)
Inês Guerra Nunes, 7º C
(Mafalda Risonha - recriação do conto “Morgado”)
Beatriz dos Santos Pereira, 7º D
(Bi@trix - recriação do conto “Mago”)

Ensino secundário

Ana Cristina Pereira, 11º B
(
Mia Rodrigues, recriação do conto “Meio Pão com Recordações”)
Andreia Mendes, 12º B
(Justiceira – recriação do conto “Amor Agreste”)

AnaRita Silva, 12º B (Verónica
(Verónica Pereira – recriação do conto “O Retrato”)

E, “entrar na realidade”… quando o “sol abre os céus”…
OU
DO MITO À REALIDADE…

Os jovens do 7º ano, no âmbito da disciplina de Educação Tecnológica, aceitaram o desafio de construir as suas casas ecológicas… Eis algumas propostas a nível das energias alternativas e não só…











PARABÉNS, PEQUENOS ARTISTAS!

segunda-feira, 9 de março de 2009

UM MUNDO DE INSECTOS


JARDIM AGRÍCOLA TROPICAL


A WORLD OF INSECTS


ENCONTRO COM O ESCRITOR AUGUSTO CARLOS

O ESCRITOR, AUGUSTO CARLOS, NA NOSSA BIBLIOTECA...

No dia 10 de Março, pelas 16.30 horas, estará na Biblioteca Escolar/Centro de Recursos, o escritor Augusto Carlos.
O percurso literário de Augusto Carlos é composto por histórias e contos africanos sempre com emoções e pessoas dentro...


Em "Mar Imenso", o escritor pretende mostrar como, através da evolução histórica e civilizacional, é possível encarar acontecimentos trágicos do passado como uma lição de aprendizagem para o futuro e, assim, atingir o amor e a fraternidade entre as culturas.
“Mar Imenso” é um romance que parte do particular para o geral. As duas personagens principais, – o Dr. Afonso Makaring, descendente do régulo de Gaza e representante de uma dinastia imperial que personifica o moçambicano enraizado no passado e Aboim Raposo, homem que marca a ligação portuguesa a África –, revisitam a história das suas vidas, que se confunde, em parte, com a História do próprio país.”

As micaias espinhosas… com suas flores delicadas

“Por vezes, para descontrair, fazia sozinho longos passeios pelo vale. Deleitava-se apreciando as micaias espinhosas com suas flores delicadas de tom amarelado, exalando suave perfume de fazer inveja às rosas. Adorava a estética das suas copas achatadas encimando o tronco masculino e rugoso. Dele derivavam elegantes ramos em direcção à rendilhada folhagem verde-clara. Era impressionante observar como a Natureza tinha conseguido o equilíbrio perfeito entre tronco rude provido de espinhos - no entanto, elegante: ramos também repletos de espinhos protectores a condizerem com o tronco; folhagem frágil e flor de delicadeza indescritível, com peso de pluma. Típica árvore da tela africana, saída da paleta do Criador.”


A vida repleta de encruzilhadas…

Em “O Caroço da Manga”, a vida assusta e empurra o protagonista a encontrar-se.Vivera sempre intimidado por um sentimento difícil de caracterizar,mas que o impedia de fruir naturalmente das coisas simples da vida, como se nada nem ninguém o pudesse demover da rigidez espartana que o invadia. Uma tensão permanente, uma desconfiança ilimitada nos outros, um medo de se libertar das correntes inibidoras que lhe sugavam a vida paulatinamente… Toda esta inquietação o conduz a um velho homem que vê em Zé Manuel a luz que ele próprio nunca pressentira em si…

segunda-feira, 2 de março de 2009

DIA DA ESCOLA, 6 de Março



DIA DO PATRONO

DIA DO PATRONO



É já na próxima sexta-feira, 6 de Março, nesse dia,
ocorrerão inúmeras
actividades a nível de escola de que se destacam:

1. Concurso de leitura;


2. Concurso de ortografia;
3. Concurso Palavras com muitos Rostos





4. Recital de línguas estrangeiras;

5. Lançamento da antologia
Pedaços de Noz ;

6. Exposições de trabalhos realizados pelos alunos
no âmbito das várias áreas disciplinares;

7. Actividades desportivas;

8. Colóquios…










sábado, 28 de fevereiro de 2009

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA



A biblioteca anfitriã da segunda fase do CNL, Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana, já divulgou as obras que deverão ser lidas pelos alunos:

Mercador de lã – Valeria Montaldi; O Iluminador – Vantrease, Brenda Rickman; O Afinador de Pianos - Daniel Mason.

Mercador de lã
Um fresco da vida medieval, onde se entrelaçam amor e aventura, intrigas e paixões. " Voltei, frei Matthew, para vos pedir para não atormentardes a vossa alma com culpas que não tendes... Ide procurar uma aldeia habitada por ricos mercadores e situada entre montes tão escarpados como nunca alguma vez haveis visto: o seu nome é Felik." E Matthew parte, carregando consigo uma sinistra profecia. Espera-o uma viagem longa e cansativa através da Europa do século XIII. Pelo caminho, até chegar ao vale hoje denominado de Gressoney, encontrará assaltantes e prostitutas e conhecerá a hospitalidade dos nobres castelões e dos pobres camponeses. No vale, no sopé das montanhas de gelo, vive uma pequena comunidade, cujo coração parece empedernido. Hermann, o mais rico mercador da aldeia, não se detém perante nada para conseguir o tão ambicionado título nobiliárquico. Ingrid, atormentada pela inveja, está disposta a tudo para conquistar a atenção de Leonhardt. Sibilla vê-se obrigada a lutar para defender a liberdade e o seu amor. Entretanto, uma densa neve que parece tingida de vermelho começa a cair sobre a aldeia... Sobre um fundo de paisagens de grande beleza, Mercador de Lã é um retrato vivo do quotidiano medieval onde se tecem intrigas e paixões e se vive intensamente o amor e a aventura.


O Iluminador
Inglaterra, século XIV: uma época de peste, de desassossego social e político e das primeiras manifestações reformistas. Finn é um mestre iluminador que trabalha publicamente para a Igreja e secretamente para John Wycliffe, que defende a necessidade de A Bíblia ser traduzida para língua inglesa. Mas o iluminador tem outro segredo que há-de vir a pôr a sua vida em perigo quando encontra Lady Kathryn, uma bela viúva. Romance de amor, religião, arte e traição.


O Afinador de Pianos

Um jovem afinador de pianos é enviado, no final do século XIX, pelo Ministério da Guerra britânico, para a selva da Birmânia, onde um raro piano necessita de afinação. O instrumento pertence a um oficial cujos métodos pacificadores pouco ortodoxos – poesia, medicina e música – trouxeram uma acalmia à região, mas suscitaram reservas por parte dos seus superiores. Na sua viagem através de um mundo até aí totalmente desconhecido, Edgar conhece soldados, místicos, bandidos, contadores de histórias… e uma mulher tão fascinante e enigmática como o próprio major médico em cujo forte, num remoto rio birmanês, vai encontrar uma realidade mais misteriosa e perigosa do que alguma vez poderia imaginar.
Estes títulos já se encontram na Biblioteca da nossa escola... Boa leitura!
F.L.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

O Carnaval está aí!



CARNEVALE




Para a palavra carnaval, encontramos duas explicações para a sua origem. Uma considera que a palavra provém da expressão latina carne, vale!, com o significado de "adeus, carne!"; outra, refere que a palavra chegou ao português por via francesa, do italiano carnevale, procedente (por metátese) de carnelevare, que significava "rejeitar a carne", formada do latim carne(m) levare (suprimir ou tirar a carne). Esta palavra, efectivamente, designava apenas a última terça-feira desse período que começa no Dia de Reis e vai até à Quaresma. Era o dia de dizer adeus à carne (comida, festas, luxúria...), porque se ia entrar num tempo de abstinência.

Posteriormente, a palavra Carnaval passou a designar todo o período de festas, persistindo a percepção da sua relação com a carne, mas desaparecendo o significado do adeus ou da supressão. F. L.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

E a Gulbenkian aqui tão perto...

EXPOSIÇÃO FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
12 de Fev. a 24 de Maio
Darwin nasceu a 12 de Fevereiro de 1809, na cidade de Shrewsbury, na Inglaterra. Era filho do Dr. Robert Darwin, um físico proeminente da época e de Susannah, que viria a morrer quando Charles Darwin tinha oito anos.
A natureza e a ciência, desde cedo, marcaram a vida do jovem que começou por se dedicar à colecção de várias espécies nos terrenos da família em Shrewsbury, mas a expedição, que iria durar cinco anos, a bordo do Beagle marcou definitivamente a sua vida, ao mesmo tempo que lhe permitiu, através da exploração e da observação, construir e fundamentar toda a sua teoria, tornando-se num marco da história da Ciência. Foi quando chegou ao Arquipélago dos Galapagos, que realmente se lhe "fez luz", descobrindo que existiam inúmeras diferenças e semelhanças entre os animais das diversas ilhas e do continente. Recolheu exemplares e conduziu diversas experiências para análise e estudos futuros.
Ao longo do seu trabalho, Darwin, desenvolveu diversas teorias e ideias controversas, muitas foram realmente revolucionárias. Afirma, por exemplo, que "Na maior parte dos casos, não há dois organismos da mesma espécie que sejam semelhantes", ao mesmo tempo que defende as ideias da selecção natural e da sobrevivência do mais apto. Nesta linha de pensamento, a Terra não sustenta todo e qualquer indivíduo, apenas aqueles que se adaptam e vencem a competição por comida e abrigo, estão aptos para sobreviver. Darwin deixou-nos esta e outras descobertas da sua viagem no seu livro "On the Origins of Species by Means of Natural Selection", em 1859.Darwin deu, assim, um importante impulso para o avanço da ciência na sua época, elaborando a teoria onde explicava a diversidade biológica e os mecanismos que permitiam aos seres vivos adaptarem-se a diferentes ambientes. Recolha realizada por F. L.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

É POSSÍVEL PÔ-LOS A ESCREVER...



Desenvolver o gosto pela escrita,


fomentar a partilha e o aperfeiçoamento de texto.








PEDAÇOS DE NOZ, NÓS EM PEDAÇOS




Por: Departamento de Língua e Literatura Portuguesas


Pedaços de Noz
Surgiu a ideia. Apenas a ideia,
Sem ambições. Sem ponto final à vista.
Depois, e por isso,
Foi decidido continuar. E acrescentar mudando,
Com um descontentamento que se arrepende e repete,
Que repete para se arrepender, sempre sem ponto final à vista.
A esperança e a certeza de que o próximo será...
Novo cantar, novo tocar de melodia.

Pedaços de Noz
Hoje, já é tradição!
Pedaços de Noz virou Nós em Pedaços.
As palavras, feitas poemas, não só berços de embalar...
Nem barcos a pique sobre as ondas...
São remos que vamos construindo com os nossos braços...

Nas palavras, nascentes de poesia...
Nos sonhos encobertos...
Nos mundos por descobrir...
Amanhecem almas de novos poetas a dizer Amor...
Eles e nós vamos aprendendo fazendo...
Iguais no mesmo gesto, separados apenas pelo fogo
Sagrado de querer dizer de outra maneira...
Diferentes formas de cultivar a mesma Flor...

Eis Pedaços de Noz, Nós em Pedaços
Todos os anos uma forma diferente de
Cultivar a mesma Flor!


António Leal e Manuel Pereira, in Pedaços de Noz , edição de 1996


A Antologia Pedaços de Noz publica-se anualmente desde 1993 e integra uma selecção dos melhores textos escritos pelos nossos alunos, durante o ano lectivo. É um projecto desenvolvido pelos professores de Língua Portuguesa e Português, ao qual aderiram, desde 1998/99, docentes de Artes Visuais. A ideia surgiu, pela primeira vez, no âmbito de um projecto - “A Escrita como Processo de Aprendizagem” - desenvolvido por um núcleo de estágio de Estudos Portugueses da Universidade Nova de Lisboa.
A adesão dos docentes de Língua Portuguesa e Português à ideia apresentada pelo núcleo de estágio foi tão positiva que, desde 1993, a Antologia tem sido publicada anualmente.
Graças à colaboração dos professores Rui Sousa e Conceição Ramos de Artes Visuais, no ano lectivo de 1999/2000, alunos da Escola ilustraram alguns dos textos da Antologia Pedaços de Noz que, tendo concorrido ao Concurso promovido pela Areal, obteve o primeiro prémio.
No dia 6 de Março, será apresentada a edição relativa ao ano lectivo anterior, como habitualmente, a sessão contará com o tradicional Recital, sendo convidados, em particular, os autores dos textos e seus familiares, bem como a comunidade educativa em geral.

As nossas origens



Massamá



Massamá tem origem antiga, como o comprova o topónimo moçarábico "Maçamá" que vem do termo árabe "Mactamã" que significa fonte, lugar onde se toma água.
O lugar de Massamá constituía o limite de Lisboa, como pode ser comprovado pelo marco que se encontra junto ao chafariz, com uma caravela e com a seguinte inscrição "Lisboa Senado 1768".
Tratava-se de uma pequena povoação de casas térreas e algumas vivendas e três casas apalaçadas: o Palácio dos Condes da Azurujinha, onde hoje encontramos instalado o Laboratório Delta; o palácio de D. Ayres Saldanha de Meneses e Sousa, onde hoje está instalada a Escola D. Pedro IV; Quinta do Porto, que já foi demolido.
Até meados do século XX, a população de Massamá não ultrapassava o meio milhar. O povoado situava-se na proximidade do chafariz e a agricultura e a pecuária constituíam as principais ocupações dos seus habitantes.
Até 1925, fez parte da Freguesia de Belas, mas com a criação da Freguesia de Queluz, nesse ano, passou a fazer parte da mesma. Em 1997, com a aprovação da Lei n.º 36/97 de 12 de Julho, é criada a Freguesia de Massamá.
Nos últimos 20 anos, conheceu um grande crescimento populacional, que não foi acompanhado de infra-estruturas em número suficiente, apesar da construção do Centro de saúde Mactamã e da instalação da esquadra da polícia. Um dos grandes problemas são os acessos que todos os dias causam dores de cabeça a quem tem de se deslocar através das estradas da freguesia e do IC19 que é a principal via para quem se desloca para Lisboa.
O Parque Salgueiro Maia é o grande espaço verde e de lazer da freguesia, existindo a necessidade de criar outras zonas ajardinadas e de lazer.

LER E ESCREVER MAIS E MELHOR




Plano Nacional de Leitura



O Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares correspondem aos esforços institucionais levados a cabo nos últimos anos com o desiderato de se elevarem os hábitos de leitura e os níveis de literacia, sendo que as práticas de todos os intervenientes neste processo devem convergir neste sentido.

Verifica-se que foram disponibilizados enormes recursos físicos, realizando-se intervenções de fundo em alguns espaços permitindo a criação/instalação da casa da sabedoria na esmagadora maioria das escolas a nível nacional. Derrubaram-se muros, colocaram-se estantes, novos equipamentos foram chegando e assumindo os seus lugares, com os alunos a poderem consultar/trabalhar em computadores ou optar por visionar filmes, documentários…, consultar revistas e jornais de referência, escolher o espaço destinado ao estudo ou ao trabalho em pequenos grupos bem como outros espaços destinados à consulta e leitura recreativa e lúdica. Deparamo-nos com um espaço acolhedor e confortável, disponível desde o início das actividades lectivas até ao seu encerramento, contando com um funcionário permanente, uma professora responsável pelo projecto e o apoio de outros docentes que aí cumprem a sua componente não lectiva.

Conscientes da importância da leitura, da educação na leitura, não só da que consta nos programas, mas também daquela que permite a livre navegação de acordo com a experiência e a motivação de cada leitor e, fundamentalmente, do que a leitura representa na formação individual de cada jovem, enquanto construtor das suas aprendizagens, consideramos que para atingir tal desiderato, é necessário ler muito e começar a ler muito cedo, pois, só assim se adquire destreza e rapidez, condições para se ser um bom leitor. Sublinhamos que compete aos professores de português ensinar a ler bem e a formar leitores autónomos e competentes, contribuindo desta forma para a aquisição de competências básicas transversais que advêm da leitura.

Sabemos que ler às crianças desde os primeiros anos, é ajudá-las a crescer tanto a nível intelectual como a nível da compreensão do mundo. Citando o professor Dr Carlos Ceia “somos o que lemos. Quem nunca leu ou quem leu muito pouco, não conhece nem o mundo em que vive nem os mundos em que podemos sonhar”. Ler é, pois, “um remédio santo para a mais completa das doenças que é a solidão”.

Finalmente, sublinhamos a importância da leitura, enquanto domínio potenciador de condições para o desenvolvimento global harmonioso da personalidade dos nossos jovens, mediante a descoberta progressiva de interesses, aptidões e capacidades que proporcionem uma formação pessoal, na sua dupla dimensão individual e humana; proporcionando-lhes aquisições e domínios de saber, instrumentos e capacidades, atitudes e valores indispensáveis a uma escolha esclarecida das vias escolares ou profissionais a seguir; ajudando-os a desenvolver valores, atitudes e práticas que contribuam para a afirmação de cidadãos conscientes e participativos numa sociedade democrática.
Prof. F. Almeida