segunda-feira, 17 de maio de 2010



Encontro com Escritores
19 de Maio




No âmbito do Plano Anual de Actividades da BE/CRE e do Departamento de Línguas, estarão presentes, no dia 19 de Maio, pelas 11h40m e 16h50m, respectivamente, os escritores José Luís Peixoto e Sérgio Luís de Carvalho para uma sessão que contará com a presença de alunos do ensino básico e secundário.

José Luís Peixoto
José Luís Peixoto nasceu em 1974 (Galveias, Ponte de Sor). Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Tem publicado poesia e prosa. Recebeu o Prémio Jovens Criadores (área de literatura) nos anos 97, 98 e 2000. Em 2001, o seu romance «Nenhum Olhar» recebeu o Prémio Literário José Saramago.
Está representado em diversas antologias de prosa e de poesia nacionais e estrangeiras. É colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras. Em 2005, escreveu as peças de teatro «Anathema» (estreada no Theatre de la Bastille, Paris) e «À Manhã» (estreado no Teatro São Luiz, Lsboa).
Os seus romances estão publicados em França, Itália, Bulgária, Turquia, Finlândia, Holanda, Espanha, República Checa, Croácia, Bielo-Rússia e Brasil. Estando actualmente em preparação edições no Reino Unido, Hungria e Japão.

CAL reúne textos de natureza diversa (3 poemas, 17 contos, 1 peça de teatro), ancorados num espaço rural e na vivência e memória dos mais velhos. Aqui, a experiência da duração, da continuidade, funde-se com o sonho e com a loucura, num tempo fora do tempo. Como um «fio puríssimo de luz», uma «ausência presente» atravessa os gestos e as emoções destas figuras. Em cumplicidade com a morte, a vida torna-se mais límpida, talvez mais pura. A luz, como «treva visível» - força redentora das suas personagens -, é certamente um dos fios condutores de CAL.

quarta-feira, 12 de maio de 2010



O Destino do Capitão Blanc, de Sérgio Luís de Carvalho

Na 11ª hora do 11º dia do 11º mês do ano de 1918, a escassos minutos do fim da Primeira Guerra Mundial, tem lugar, no Nordeste de França, um dos mais estranhos e inexplicáveis massacres de todo o conflito. O capitão português Luís D'Orey Blanc é testemunha e, de algum modo, vítima desse massacre. Enviado meses antes a França pelo próprio Sidónio Pais, no que era suposto ser uma mera missão político-militar, Blanc depressa se vê envolvido numa espiral de morte, de ajuste de contas, de memórias e de arrebatadoras paixões que vão para sempre mudar a sua vida. Rigorosamente baseado em factos reais, este romance retrata a árdua vida nas trincheiras, as batalhas, as revoltas e o quotidiano dos homens em luta, bem como o sofrimento das mulheres e as esperanças perdidas de toda uma geração, entre a guerra e o amor.
Neste romance, o leitor acompanha cerca de quatro meses da vida da personagem Luís Blanc (se exceptuarmos as indicações sobre o seu passado, dadas por analepse), ocorridos entre o início de Agosto e o final de Novembro de 1918, em torno de uma missão para que o militar foi destacado na Flandres onde o Corpo Expedicionário Português (CEP) participava na guerra de trincheiras.
É curioso que o sentido de missão, bem como a história desta personagem, se vão alicerçar sobre o momento em que o CEP já perdera alguma da sua identidade.
É um romance de desgosto e de decepção, com um final difícil de prever, mesmo na história de amor em que os apelidos Blanc (dele) e White (dela) pareciam prognosticar um final feliz pela coincidência dos apelidos.
Profundo é o que fica da experiência de guerra. E vale a pena lembrar episódios como o da destruição em Mont Sec, o da associação entre os amotinados e os “cães lazarentos”, o da morte que espera um herói vestido com a “farda principal, cheia de alamares e de dourados, de dragonas e distinções” a pouco mais de uma hora do fim da guerra ou a reflexão sobre o que ficaria do que foi aquela experiência logo que um filho perguntasse a um dos combatentes algo como “pai, o que é que fizeste na Grande Guerra?”
É o absurdo da guerra.
Tudo passando neste romance, eivado de ironia, efeito que é muito ajudado pelos comentários entre parênteses que entremeiam alguns parágrafos, ora como extensões do narrador ou das personagens, ora suscitando no leitor a vontade de acompanhar a reflexão.

domingo, 9 de maio de 2010



Tratado de Lisboa
A Europa rumo ao século XXI
As decisões do Tratado


A Carta dos Direitos Fundamentais da UE

Dignidade
Artigos
Ex º Art2º “Ninguém pode ser condenado à morte, nem executado”


Solidariedade
Artigos
Exº Artº 33 “É assegurada a protecção da família nos planos jurídico, económico e social”


Liberdades
Artigos
Exº Artº 10 “Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião”

Cidadania
Artigos
Exº Artº 45 “Qualquer cidadão da União goza do direito de circular e permanecer livremente no território dos Estados-Membros”


Igualdade
Artigos
Exº Artº 20 “Todas as pessoas são iguais perante a lei”


Justiça
Artigos
Exº Artº 47 “Toda a pessoa cujos direitos e liberdades garantidos pelo direito da União tenham sido violados, tem direito a acção perante um tribunal”

domingo, 2 de maio de 2010

Poema - Dia da Mãe


Mãe


Olha, meu filho, quando, à aragem fria
dalgum torvo crepúsculo encontrares
uma árvore velhinha, em modo e em ares
de abandono e outonal melancolia,

não passes junto dela, nesse dia
e nessa hora de bençãos, sem parares;
não vás, sem longamente a contemplares:
vida cansada, trémula e sombria!

Já foi nova e floriu entre os esplendores:
talvez em derredor dos seus amores
inda haja filhos que lhe queiram bem...

Ama-a, respeita-a, ampara-a na velhice;
sorri-lhe com bondade e com meiguice:
-Lembre-te, ao vê-la, a tua própria Mãe!

António Correia de Oliveira ( 1879-1960)

História do Dia da Mãe


A história da criação do Dia das Mães começa nos Estados Unidos, em Maio de 1905, numa pequena cidade do Estado da Virgínia Ocidental. Foi lá que a filha de pastores Anna Jarvis e algumas amigas começaram um movimento para instituir um dia em que todas as crianças se lembrassem das suas mães e as homenageassem .
A ideia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Para Anna, a data tinha um significado mais especial: homenagear a própria mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, falecida naquele mesmo ano.

Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de Abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração. Em 1914, a celebração foi unificada nos Estados Unidos, sendo comemorado sempre no segundo domingo de Maio. Em pouco tempo, mais de 40 países adoptaram a data.
Mas Anna não foi a primeira a sugerir a criação do Dia das Mães. Antes dela, em 1872, a escritora Julia Ward Howe chegou a organizar em Boston um encontro de mães dedicado à paz.

Em Portugal, até há alguns anos atrás, o Dia da Mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio.


Dia da Mãe - 2 de Maio de 2010



Mãe


Ela velava perto

do filho, que dormia,

e cândida sorria

ao lírio entreaberto.


Da Lua um raio incerto

no quarto se perdia;

e a Mãe olhava o Dia

e a Luz do seu deserto.


No berço flutuante

moveu-se agora o infante

e acorda pranteando...


Não há quadro mais belo

que a Mãe, solto o cabelo,

o filho acalentando!


Gonçalves Crespo ( 1846-1883)

domingo, 25 de abril de 2010

A revolução dos cravos - 36 anos depois


CANTATA DA PAZ

Sophia de Mello Breyner Andresen

Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar

Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror

A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinzas
A carne das crianças

D'África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados

Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado


Sérgio Godinho

Viemos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente

Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quanto não se teve nada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada

Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir.

sexta-feira, 23 de abril de 2010


Exposição - Poissons d'avril

Esteve patente na BE/CRE durante o mês de Abril a exposição " Poissons d'avril". Os trabalhos foram efectuados por alunos do ensino básico na disciplina de Francês .

DIA MUNDIAL DO LIVRO - 23 de Abril


O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia faleceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare.
A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.
Por escolha da Unesco, Lubliana será Capital Mundial do Livro em 2010.
A capital da Eslovénia será a décima cidade a acolher o evento e foi escolhida por um comité composto por representantes das três principais associações internacionais do livro e da edição.
Lubliana irá assim juntar-se a cidades como Madrid (2001), Alexandria (2002), Bogotá (2007), que já acolheram o evento, a Amesterdão (2008), sucedendo assim a Beirute (2009).
As cidades, que acolhem o evento a partir do dia 23 de Abril de cada ano, Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, são escolhidas pela UNESCO, pela União Internacional de Editores, pela Federação Internacional de Livreiros e pela Federação Internacional das Associações de Bibliotecários e Bibliotecas.
A iniciativa destina-se a promover o livro, a leitura e combater a iliteracia.