terça-feira, 16 de novembro de 2010









Dia Internacional para a Tolerância – 16 de Novembro

O Dia Internacional para a Tolerância foi instituído pela ONU como sendo o dia 16 de Novembro de cada ano, em reconhecimento à Declaração de Paris, assinada no dia 12 deste mês, em 1995, tendo 185 Estados como signatários. Foi instituído pela Resolução 51/95 da UNESCO.
A Declaração da ONU fez parte do evento sobre o esforço internacional do Ano das Nações Unidas para a Tolerância. Nela os estados participantes reafirmaram a "fé nos Direitos Humanos fundamentais" e ainda na dignidade e valor da pessoa humana, além de poupar sucessivas gerações das guerras por questões culturais, para tanto devendo ser incentivada a prática da tolerância, a convivência pacífica entre os povos vizinhos.
Foi então evocado o dia 16 de Novembro, quando da assinatura da constituição da UNESCO em 1945. Remetia, ainda, à Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirma:
1. Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião (Artigo 18);
2. Todos têm direito à liberdade de opinião e expressão (Artigo 19)
3. A educação deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações, grupos raciais e religiosos (Artigo 26).


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dia de São Martinho - 11 de Novembro

O homem das castanhas

Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.

É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.


letra de: Ary dos Santos

São Martinho


Magusto - S. Martinho

Em Portugal, o Outono e a chegada definitiva do tempo frio são comemorados no dia 11 de Novembro, Dia de São Martinho. Neste dia, um pouco por todo o país, assam-se castanhas, bebem-se vinho novo e água pé e, em alguns pontos do país, ainda há quem reuna familiares e amigos à volta de uma fogueira ao ar livre...
Mas poucos são aqueles que sabem qual o real significado do Dia de São Martinho, ou mesmo o que é o água pé...

Começando pela história de São Martinho, reza a lenda que, "num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado romano, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante... S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo. E, apesar de mal agasalhado e sob chuva intensa, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso." É o chamado Verão de São Martinho!"


O costume do Magusto, que tradicionalmente começava no Dia de Todos-os-Santos, é simultaneamente uma comemoração da chegada do Outono e um ritual de origem religiosa: o dia do Santo Bispo de Tours (São Martinho) está historicamente associado à abertura e prova do vinho que foi feito em Setembro. O água pé é o resultado da água lançada sobre o bagaço da uva, donde se retirava o pouco de mosto que aí se mantinha. Esta bebida pode ser consumida em plena fermentação ou, depois disso, adicionando-lhe álcool. Assim, diz o ditado popular "no dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho". No fundo, com o São Martinho e o Magusto comemora-se a proximidade da época natalícia, e mais uma vez, a sabedoria popular é esclarecedora: "dos Santos até ao Natal, é um saltinho de pardal!"



Provérbios:

Dia de São Martinho, castanhas e vinho.
Dia de São Martinho, comem-se as castanhas e bebe-se o vinho.
Dia de São Martinho, prova o teu vinho.
A cada Bacorinho, vem seu S. Martinho.
Não há bacorinho sem seu S. Martinho.
No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho.
No dia de S. Martinho, mata o teu porco e prova o teu vinho.
No dia de S. Martinho: lume, castanhas e vinho.
Pelo S. Martinho todo o mosto é bom vinho.
Pelo S. Martinho, deixa a água pró moinho.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Comemoração do "Halloween"




"Halloween"




Mais um ano se passou e a nossa escola, como aliás é habitual, não quis deixar passar esta data em branco.


Graças à colaboração e esforço de alguns alunos do 7ºA da professora Lígia Cerqueira têm estado expostos na Biblioteca os trabalhos criativos realizados por estes alunos na disciplina de Arte e Design. De salientar também os elementos decorativos que se puderam observar nas mesas e vidraças deste espaço e da sala dos professores com a preciosa colaboração da professora Zaida Correia e de alguns dos seus alunos.


Também a Área Disciplinar de Inglês-Alemão se associou a esta festividade tão vivenciada nos Estados Unidos e, hoje em dia, um pouco por todo o mundo. No pavilhão D poderão apreciar alguns trabalhos realizados por alunos do 7ºE da professora Karima Ismail.


Saudações fantasmagóricas, esperando assombrá-los de novo no próximo ano!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Concurso Nacional de Leitura 2010







Lista das obras seleccionadas

para a 1ª fase do Concurso ao nível de escolas


Ensino Básico:

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Luís Sepúlveda
Quem me dera ser onda, Manuel Rui Alves Monteiro
Rosa, minha irmã Rosa, Alice Vieira


Ensino Secundário:

As Pequenas Memórias
, José Saramago
O Velho que lia romances de amor, Luís Sepúlveda
A Solidão dos números primos, Paolo Giordano

Dia Internacional das Bibliotecas Escolares - 25 de Outubro de 2010




Desde 2008 que se comemora o Mês Internacional da Biblioteca Escolar em Outubro por decisão da IASL em Dezembro de 2007.
Em Portugal, o Dia Internacional da Biblioteca Escolar é celebrado, todos os anos, na última segunda-feira do mês de Outubro. Foi comemorado pela primeira vez a 18 de Outubro de 1999. Em Portugal o dia das Bibliotecas Escolares comemora-se, este ano, a 25 de Outubro.
A Biblioteca é o espaço da descoberta: descoberta de um livro que nos leva a aventuras inesperadas e nunca sonhadas; descoberta de um poema que nos diz tanto e respondeu aquele pensamento que bailava no nosso espírito desde “a semana passada”; descoberta de que afinal não estamos sós no mundo e de que há alguém que pensa como nós;

Descoberta ainda de que a Biblioteca escolar não existe só para ter livros mas é, também, o espaço de pesquisa, de realização de trabalhos individuais e em grupo; espaço que também tem Vídeos e DVDs; é ainda um espaço onde se podem encontrar CD Roms e melhor ainda, na Biblioteca escolar, também se podem encontrar exposições e ouvir conferências ou ainda ouvir poesia e música, conhecer escritores…

A Biblioteca Escolar é, assim, nos dias de hoje, muito mais do que um mero depósito de livros, é a possibilidade de aprender de uma forma diferente, é partir à Aventura do desconhecido.


Vem conhecer e utilizar a biblioteca da tua Escola!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Prémio Nobel da Literatura - 2010


O Prémio Nobel da Literatura 2010 foi atribuído ao escritor peruano Mario Vargas Llosa, "pela cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos das suas obras".
Mario Vargas Llosa, de 74 anos (28 de Março de 1936), é considerado um dos mais influentes escritores da sua geração.
Líder político, ativista pelos direitos do homem, pela igualdade social e pela liberdade, manteve-se sempre fiel a uma luta contínua por um mundo melhor. Resistente como poucos, nunca baixou os braços perante qualquer regime.

Foi como jornalista que verdadeiramente iniciou a sua carreira nas letras. Estudou em Espanha e viveu muitos anos na Europa, tendo trabalhado em Paris e Londres. À docência universitária e à actividade literária acrescentou sempre um forte empenhamento social e político. Chegou a ser candidato à Presidência do Peru, mas sobretudo é uma voz que se faz ouvir sobre o curso do mundo, através das suas crónicas e intervenções públicas.
Conversa na Catedral é porventura o seu romance mais aclamado.
Mario Vargas Llosa acaba de lançar em Portugal o seu novo romance, O Paraíso na Outra Esquina, em que fala de duas personagens do século XIX, Flora Tristán, uma internacionalista e feminista avant la lettre e o seu neto, o pintor Paul Gauguin.

Vargas Llosa, que está em Manhattan, onde se encontra a lecionar na Universidade de Princeton, é o 103.º Prémio Nobel da Literatura, atribuído pela primeira vez em 1901.

Livros de Vargas Llosa publicados em Portugal

1. "A Guerra do Fim do Mundo" (Bertrand, 1984)
2. "História de Mayta" (D. Quixote, 1987)
3. "A cidade e os cães" (Europa-América, 1977/ Dom Quixote, 2002)
4. "Quem matou Palomino Molero?" (Dom Quixote, 1988)
5. "Elogio da madrasta" (Dom Quixote, 1989)
6. "O falador" (Dom Quixote, 1989)
7. "A tia Júlia e o escrevedor" (Dom Quixote, 1988)
8. "Pantaleão e as visitadoras" (Europa-América, 1975/ Dom Quixote. 2001)
9. "Conversa na catedral" (Europa-América, 1972/ Dom Quixote, 1997)
10. "Como peixe na água: memórias" (Dom Quixote, 1994)
11. "Lituma nos Andes" (Dom Quixote, 1994)
12. "A guerra do fim do mundo" (Círculo de Leitores, 1995)
13. "Cadernos de Dom Rigoberto" (Dom Quixote, 1998)
14. "Cartas a um jovem romancista" (Dom Quixote, 2000/ Círculo de Leitores, 1999)
15. "A festa do chibo" (Dom Quixote, 2001/ Círculo de Leitores, 2001)
16. "A casa verde" (Dom Quixote, 2002)
17. "O paraíso na outra esquina" (Dom Quixote, 2003)
18. "A tia Júlia e o escrevedor" (Dom Quixote, 2003)
19. "Travessuras da menina má" (Dom Quixote/ Círculo de Leitores, 2006)
20. "Israel Palestina: paz ou Guerra Santa" (Quasi, 2007)
21. "Diário do Iraque" (Quasi, 2007)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


Comemorações do Centenário da República






Está a decorrer na Biblioteca uma exposição de trabalhos realizados pelos alunos em várias disciplinas no ano lectivo de 2009-2010 sobre o tema " Centenário da República".
Visita a Exposição.

domingo, 11 de julho de 2010

Matilde Rosa Araújo



Matilde Rosa Lopes de Araújo (Lisboa, 20 de Junho de 1921 - Lisboa, 6 de Julho de 2010) foi uma escritora portuguesa, especializada em literatura infantil.

Matilde Rosa Araújo nasceu em Lisboa, em 1921, tendo tirado a sua licenciatura em Faculdade de Letras, da Universidade Clássica de Lisboa, em 1945. Foi professora do Ensino Técnico-Profissional, e formadora de professores na Escola do Magistério Primário de Lisboa.

Foi autora de mais de 40 livros (contos e de poesia para adultos) e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças. Dedicou-se à defesa dos direitos das crianças através da publicação de livros e de intervenções em organismos com actividade nesta área, como a UNICEF em Portugal. O seu primeiro livro infantil, O Livro da Tila, foi escrito há mais de 50 anos.

Em 1980, recebeu o Grande Prémio de Literatura para Crianças, da Fundação Calouste Gulbenkian, e o prémio para para o melhor livro infantil, pela mesma fundação, em 1996, pelo seu trabalho Fadas Verdes (livro de poesias de 1994).

Matilde Rosa Araújo recebeu o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em Maio de 2004, foi distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores.

Faleceu serenamente, em 6 de julho de 2010 na sua casa em Lisboa.